Quinta-feira, Dezembro 22, 2005
Natal?
Caracas, já é essa semana.
Não sei se vocês estão com a mesma idéia q eu, mas não parece que esse ano o natal chegou antes?
Pois é, parece que ainda é meio de novembro, sei lá.
O engraçado é que algumas pessoas que conversei a respeito falaram a mesma coisa.
Será que caímos em algum buraco temporal [worm hole]?
Em bom mineirês: Coisidiloco....
Tem certeza disso?
Segunda-feira, Dezembro 12, 2005
dia do arquiteto
Pois é, já passou.
Foi ontem, 11/dez.
Parabéns p esse profissionalzinho estranho e desconhecido.
Tirado de fresco e supérfluo, mas que ainda há de ser útil e reconhecido pela sociedade.
Issae.
\o/
[informamos que ainda estamos recebendo presentes atrasados, favor entrar em contato. a gerência]
Tem certeza disso?
Terça-feira, Dezembro 06, 2005
PORCA MISÉRIA
Ok, confeço.
Tem muita coisa nesse mundo que me irrita, e uma delas é me sentir pressionado.
Passei na farmácia afim de adquirir um comprimido para dar fim a minha dor de cabeça, nada de mais.
É o comprimido de sempre e na farmácia de sempre, a que estiver no caminho.
Entrei, peguei a caixa de remédio e ainda saí com uma barra de cereais.
Me encaminhei ao caixa para pagar, até aí, tudo bem.
A caixa registra os produtos, anuncia o valor e eu a entrego duas notas já fazendo as contas do troco a ser recebido.
Nisso, enquanto a dita cuja estava com os dedos dentro da gaveta de moedas fazendo aquele barulhinho característico, ouço a oferta mais deslavada que poderia ouvir dentro de uma farmácia:
"_ Gostaria-dedoar-quarentaeseis-centavos-parao-HospitaldaBaleia?"
Mas heim?
"_ Fazer o quê?"
"_ Gostaria de doar quarenta e seis centavos para o Hospital da Baleia?"
R$0,46...
MEU troco...
Isso me deixa putíssimo.
A primeira vez que essa tal Drogaria Araújo [sim, aqui eu conto o milagre e o nome do santo, tô nem aí...] me fez uma proposta como essa, a digníssima senhora Caixa estava com as minhas moedas balançando na mão, como um menino avaliando o peso de uma pedra e a distância até a vidraça.
Eu penso o seguinte, ODEIO ser pressionado ou me sentir constrangido.
Pro diabos com o Hospital da Baleia. Eu prefiro passar lá e doar 10% do meu salário que não poder receber meus míseros 46 centavos porque a mulézinha espera o momento mais frágil para fazer uma pergunta dessas, quando ELA está com o dinheiro nas mãos, e quando o dinheiro são algumas inofensivas MOEDAS.
Gosto de zelar por minha fama.
"_ NÃO, eu não gostaria de doar nada ao Hospital da Baleia. Obrigado."
Mas é claro, no momento, estou [além de digitando esse post] escrevendo um e-mail curto e claro à drogaria Araújo.
Espero que, pelo menos, eles me respondam e, quem sabe, não colocam lá um cofrinho de todo tamanho, pintado de abóbora e verde limão pedindo para que você dôe as suas moedas para uma boa causa.
E sem ter que constrangir ninguém.
Acho que tudo seria mais fácil assim.
Tem certeza disso?
Quinta-feira, Dezembro 01, 2005
POST INOMINÁVEL
[pois é, sem nome mesmo...]
Ví um pássaro cinza-azulado voando sobre mim hoje. Ele era esguiu e batia as asas calmamente contra o vento.
A rua estava quase deserta, o céu cinza não é tão convidativo aos adeptos das caminhadas matinais.
Caia uma caroa fina sobre suas penas e minha face.
Por um segundo, me senti verdadeiramente livre.
Como se não houvessem pessoas ou regras.
Eu sorri.
Em resposta, o pássaro deu um pequeno rasante e foi-se embora para seu futuro incerto.
E eu, para o meu.
Tem certeza disso?
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¬L¬
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